Hoje, vi o quanto a música Martelo Bigorna, do Lenine é deveras identificável à minha essência.
Pessoas irão se lembrar da música da vilã Ivone, interpretado por Letícia Sabatella em Caminho das Índias.
[Aviso, não haverá humildade nesse texto. E se teve humildade, ela foi esquecida por ora para parir esse texto]
"Muito do que eu faço
Não penso me lanço sem compromisso
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço
Tudo que eu te peço
é por tudo que fiz, e sei que mereço
Posso e te confesso
Você não sabe da missa um terço"
Muitas coisas que fiz na minha vida, foi por impulsão e geralmente não penso.
Ir no meu compasso é só ter eu e eu mesmo para fazer as tarefas, sem ajuda, orgulhoso, egoísta.
Exceção: Cobiço muita gente, inveja.
E vou reclamar pelo meu esforço, porque sei que fiz, e todos não sabem como rezar a missa direito.
Minhas vontades são bigornas de fortes, meus desejos são martelos de tentar. Maioria das vezes não são exercidas essas vontades e desejos, mas a sensação é de que quase ninguém sabe fazer melhor do que eu.
às
15:58
domingo, 16 de outubro de 2011
Desconstruindo: Lenine
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Leonardo Cortes
às
10:09

Podem me julgar, mas quando olho para qualquer moça, ela não me parece atraente o suficiente para ficar encarando até a sombra.
Como ficar vendo o decote medieval em alto-relevo, o pattern brasileiro em "abundância", a silhueta de mata-borrão/violão - para alguns voyeurs-stalkers, os pés pequenos e meigos. De primeira mão, eu só vejo a anatomia, como qualquer homem mas -ainda- não me atraio.
As moças me atraem quando elas começam uma conversa boa, boba e amistosa; quando eu paro para ouvi-la uma estória do dia-a-dia dela; quando eu as conheço mais e mais e mais. Uma conversa sobre um livro que ela leu, me deixa babando mais do que uma foto de book de quinze anos.
Há quem diga que isso é frescura pra dizer que inteligência é afrodisíaco. Mas uma mulher vai querer que a "lambam" de elogios só por causa da coxa dela sempre? Não sempre, não sempre. E se disserem que isso é só um estratagema para conseguir mulheres como no filme Hitch, não acho, isso é só sinceridade.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Atração
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Leonardo Cortes

Podem me julgar, mas quando olho para qualquer moça, ela não me parece atraente o suficiente para ficar encarando até a sombra.
Como ficar vendo o decote medieval em alto-relevo, o pattern brasileiro em "abundância", a silhueta de mata-borrão/violão - para alguns voyeurs-stalkers, os pés pequenos e meigos. De primeira mão, eu só vejo a anatomia, como qualquer homem mas -ainda- não me atraio.
As moças me atraem quando elas começam uma conversa boa, boba e amistosa; quando eu paro para ouvi-la uma estória do dia-a-dia dela; quando eu as conheço mais e mais e mais. Uma conversa sobre um livro que ela leu, me deixa babando mais do que uma foto de book de quinze anos.
Há quem diga que isso é frescura pra dizer que inteligência é afrodisíaco. Mas uma mulher vai querer que a "lambam" de elogios só por causa da coxa dela sempre? Não sempre, não sempre. E se disserem que isso é só um estratagema para conseguir mulheres como no filme Hitch, não acho, isso é só sinceridade.
às
18:35
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Pra reclamar... ou pra quê?
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Leonardo Cortes
Hoje, dia três de outubro, depois de ter mal-feito uma parte do trabalho de Gestão de Portais, eu frisava comigo mesmo sobre todas as coisas que eu mudei no decorrer da faculdade.
Bom, nunca me sentia tão fora da espontaneidade, sem idéias, sem opinião - mais alienado nos próprios fones-de-ouvido; tentando fazer piadas mas filtradas da própria paranoia de "chamar atenção" e "ser popular".
Até, antes de fazer esse texto, e voltar com o blog, eu ia escrever sobre a exaustão que levei pra não-escrever no blog.
Mas, uma coisa me fez pensar mais sobre o que vale a pena.
Hoje, mais ou menos meio-dia e uns minutos quebrados, eu fiquei de boa com as minhas colegas.
Fomos nos restaurar no RU da UFSM, depois ficamos conversando, rindo perto do Planetário.
Uma prova? Esta foto:
Abraço.
às
00:53
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Se sua vida fosse cibernetizada #1
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Leonardo Cortes
Um estudante do ensino médio, numa 'boite"; tenho 'boa pinta', tenho confiança, quer ficar com... moça perto do pilar esquerdo contíguo ao mezanino do recinto.
(clique "cutucar")>
"Como tens namorado aqui? Onde ele está?"
(clique em "ajuda")> *Namorada(o), como lidar
*Como evitar esses problemas
*Como escapar furtivamente (clique)>
Foge da moça ("Sair da sala")> Ir até 'home' ou outra boate?
(clique em "outra boate")> Tem certeza disso? (clique em "sim")
"Você entrou em" Boate Y
Chapelaria, deseja deixar seu casaco? ("Sim" ou "Não" - clique em "Sim")
Bar, você comprou - 4 doses de tequila - (56% do download concluído)
Você comprou - 8 doses de tequila - (67% do download concluído)
[Fígado detectou malware! Atenção: Azia!]
[Atenção, você solicitou upload!!!]
ÂNSIA DE VÔMITO
[Dirija-se à Lixeira]
Banheiro
[Upload 45% concluído]
...
[Upload 80% concluído]
......
[Upload concluído com sucesso]
Ânsia para
[Você quer iniciar o back-up? (clique em "sim")]
Tirar o engov do bolso.
[Navegador - endereço.br - "Ir"]
Taxi - Rua A, 87 - "Ir"
[Digite senha do usuário]
Chave de casa
[Você deseja desligar o sistema? (clique em "sim")]
Dormir
-----------------------------------------------------------------
[...] [...]
Acordar
[Falha na atualização]
Ressaca
(clique "cutucar")>
"Como tens namorado aqui? Onde ele está?"
(clique em "ajuda")> *Namorada(o), como lidar
*Como evitar esses problemas
*Como escapar furtivamente (clique)>
Foge da moça ("Sair da sala")> Ir até 'home' ou outra boate?
(clique em "outra boate")> Tem certeza disso? (clique em "sim")
"Você entrou em" Boate Y
Chapelaria, deseja deixar seu casaco? ("Sim" ou "Não" - clique em "Sim")
Bar, você comprou - 4 doses de tequila - (56% do download concluído)
Você comprou - 8 doses de tequila - (67% do download concluído)
[Fígado detectou malware! Atenção: Azia!]
[Atenção, você solicitou upload!!!]
ÂNSIA DE VÔMITO
[Dirija-se à Lixeira]
Banheiro
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...
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......
[Upload concluído com sucesso]
Ânsia para
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Tirar o engov do bolso.
[Navegador - endereço.br - "Ir"]
Taxi - Rua A, 87 - "Ir"
[Digite senha do usuário]
Chave de casa
[Você deseja desligar o sistema? (clique em "sim")]
Dormir
-----------------------------------------------------------------
[...] [...]
Acordar
[Falha na atualização]
Ressaca
às
15:04
sábado, 13 de agosto de 2011
Imaginação = amor ?
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Leonardo Cortes
iAh, a imaginação; circa forever nos elevando nossas realidades às maiores vistas, também as mais perigosas.
Sério, imaginação pra mim é quase igual ao amor; pode te deixar tão feliz como pode te deixar tão infeliz em segundos.
Como? Pensem:
Com a imaginação, eu penso em um mundo meu, com meus problemas, melhor, sem problemas; ninguém pode reclamar do meu mundo, a menos que a fantasia confunda a realidade, ou vice-versa; eu crio, eu destruo, eu recrio, eu destruo novamente; eu fantasio; eu só não realizo, pois realizar é realidade...
E o amor:
Com o amor, um mundo é criado, mas um mundo secreto, um mundo que a realidade pode intersectar com a fantasia; um mundo que se possível, pode transcender mais do que a linha dividindo o material do feérico, o normal do ideal, o real do etéreo. Ou não. No amor, reclamam do mundo por não ter amor nosso, ou amor dos outros; com o amor eu crio, destruo, recrio, destruo novamente, mas com o amor, eu modelo comigo ou com outra pessoa _entende?_ Eu posso criá-la, eu posso destruí-la, eu posso recriá-la, e destruí-la novamente.
A diferença entre amor e imaginação: Amor ilude uns aos outros; imaginação ilude nós mesmos.
Ou se isso não é de algo mais forte que o amor e imaginação juntos... Se é a "ilusão"...
Mas isso é para outro post.
Sério, imaginação pra mim é quase igual ao amor; pode te deixar tão feliz como pode te deixar tão infeliz em segundos.
Como? Pensem:
Com a imaginação, eu penso em um mundo meu, com meus problemas, melhor, sem problemas; ninguém pode reclamar do meu mundo, a menos que a fantasia confunda a realidade, ou vice-versa; eu crio, eu destruo, eu recrio, eu destruo novamente; eu fantasio; eu só não realizo, pois realizar é realidade...
E o amor:
Com o amor, um mundo é criado, mas um mundo secreto, um mundo que a realidade pode intersectar com a fantasia; um mundo que se possível, pode transcender mais do que a linha dividindo o material do feérico, o normal do ideal, o real do etéreo. Ou não. No amor, reclamam do mundo por não ter amor nosso, ou amor dos outros; com o amor eu crio, destruo, recrio, destruo novamente, mas com o amor, eu modelo comigo ou com outra pessoa _entende?_ Eu posso criá-la, eu posso destruí-la, eu posso recriá-la, e destruí-la novamente.
A diferença entre amor e imaginação: Amor ilude uns aos outros; imaginação ilude nós mesmos.
Ou se isso não é de algo mais forte que o amor e imaginação juntos... Se é a "ilusão"...
Mas isso é para outro post.
às
16:04
domingo, 7 de agosto de 2011
2 amores
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Leonardo Cortes
Tenho uma teoria. Nós temos dois tipos de amores. O amor perfeito e o melhor amor.
O Amor Perfeito:
Um filme, em que eu conheço a pessoa perfeita com duas margaritas; ou eu derrubando meu mocca da Starbucks no colo de alguém; ou abnegando a 'paixonite' de ensino médio; ou com uma aposta valendo a dignidade; ou uma 'oportunidade' que seu chefe quer que você a pegue. No decorrer do filme, nada mais que o reconhecimento do perímetro, trocas de sorrisos, um beijo casual, provável 'sexo no chuveiro', brincando de casalzinho na exposição de móveis da IKEA; a menina ligar para um menino numa noite balbuciando que tá engordando comendo o pote de sorvete Häagen Dazs sabor flocos e dizendo que foi ele que fez ela fazer esse 'sacrifício'; isso depois da óbvia fase do filme que sabemos que podemos perder a pessoa, fazendo-nos a agarrar qualquer alternativa de ter a pessoa amada forever.
Geralmente, são melhores amigos que querem algo mais, ou uma inconveniente sina de pessoas muito diferentes que se atraíram...
Os mesmos gostos, mesmas baladas, mesmas comidas, mesmas confissões, mesma 'perfeição'. A mesma mesmice.
O Melhor Amor:
Há filmes que despertam ele, mas de maneira desvirtuada. O melhor amor (quase) ninguém percebe, (quase) ninguém quer ele. O melhor amor é mais fácil de ser percebido mas ninguém vê, porque, as pessoas insistem em querer o 'amor perfeito' quando o ' melhor amor' está com elas o tempo todo. Simplesmente, o 'melhor amor' é o mais simples.
Esse amor simples é só perceber o quão boa a minha companhia pode ser fortuita para a pessoa que gosta de mim, e vice-versa; é perceber que o tempo não precisa ser eterno com a pessoa, mas sim, ser bom até durar; é não sonhar com coisas incríveis; é perceber que não é preciso ser perfeito para ser bom.
Vocês escolham...
O Amor Perfeito:
Um filme, em que eu conheço a pessoa perfeita com duas margaritas; ou eu derrubando meu mocca da Starbucks no colo de alguém; ou abnegando a 'paixonite' de ensino médio; ou com uma aposta valendo a dignidade; ou uma 'oportunidade' que seu chefe quer que você a pegue. No decorrer do filme, nada mais que o reconhecimento do perímetro, trocas de sorrisos, um beijo casual, provável 'sexo no chuveiro', brincando de casalzinho na exposição de móveis da IKEA; a menina ligar para um menino numa noite balbuciando que tá engordando comendo o pote de sorvete Häagen Dazs sabor flocos e dizendo que foi ele que fez ela fazer esse 'sacrifício'; isso depois da óbvia fase do filme que sabemos que podemos perder a pessoa, fazendo-nos a agarrar qualquer alternativa de ter a pessoa amada forever.
Geralmente, são melhores amigos que querem algo mais, ou uma inconveniente sina de pessoas muito diferentes que se atraíram...
Os mesmos gostos, mesmas baladas, mesmas comidas, mesmas confissões, mesma 'perfeição'. A mesma mesmice.
O Melhor Amor:
Há filmes que despertam ele, mas de maneira desvirtuada. O melhor amor (quase) ninguém percebe, (quase) ninguém quer ele. O melhor amor é mais fácil de ser percebido mas ninguém vê, porque, as pessoas insistem em querer o 'amor perfeito' quando o ' melhor amor' está com elas o tempo todo. Simplesmente, o 'melhor amor' é o mais simples.
Esse amor simples é só perceber o quão boa a minha companhia pode ser fortuita para a pessoa que gosta de mim, e vice-versa; é perceber que o tempo não precisa ser eterno com a pessoa, mas sim, ser bom até durar; é não sonhar com coisas incríveis; é perceber que não é preciso ser perfeito para ser bom.
Vocês escolham...
às
01:29
sábado, 6 de agosto de 2011
Fletir-se para si
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Leonardo Cortes
... Não era tão chato, pelo menos para mim. Imagine para pessoa do meu lado, convidando-me para entrar; ou o amigo que necessita de um desabafo, numa hora que só um ombro conhecido o entende; ou até para a mãe com saudades do filho que fica absorto nos xeroxes de livros sobre cultura e o savoir-faire das estabilidade das sociedades, dos quais 30% ele gostou de ler; ou para o pai que quer ver o sorriso do filho que tem os olhos, a garra e a maturidade solerte que o pai lhe transmitiu...
Não era chato pra mim, ignorá-los por uns momentos de absorção de energia, de aura; um momento de ver as conquistas obtidas, as não obtidas, não-ainda obtidas ou as impossivelmente críveis de desistência; um momento no qual, ninguém me diz nada, para eu ouvir somente a uma pessoa que nunca dei ouvidos, muito menos satisfação; uma pessoa que eu penso que nunca seria tanto igual na vida quanto os irmãos abastados com apartamentos e vagas rotativas; uma pessoa que achava que não tinha diligência para tomar decisões, para não tomar decisões; uma pessoa que eu subestimava; essa pessoa sou eu.
Enfim, não é a minha reflexão sobre mim mesmo que importa, e sim a ambiência, a hora, a sensação que me proporcionava, e principalmente: o lugar.
O lugar era o meu quintal, não mais que uns 2 metros e meio para uns 3 metros; suficiente para uma cadeira né; suficiente para ficar horas olhando para as estrelas; suficiente para simplesmente ficar lá e não pensar nada; ou o contrário: pensar em tudo.
Só o fato de ficar sozinho, o fato de olhar para o norte, o fato de não-pensar pensando, me deixa tão mais calmo para enfrentar qualquer dificuldade.
E por mim, dobrar-me para mim, sempre é saudável.
Não era chato pra mim, ignorá-los por uns momentos de absorção de energia, de aura; um momento de ver as conquistas obtidas, as não obtidas, não-ainda obtidas ou as impossivelmente críveis de desistência; um momento no qual, ninguém me diz nada, para eu ouvir somente a uma pessoa que nunca dei ouvidos, muito menos satisfação; uma pessoa que eu penso que nunca seria tanto igual na vida quanto os irmãos abastados com apartamentos e vagas rotativas; uma pessoa que achava que não tinha diligência para tomar decisões, para não tomar decisões; uma pessoa que eu subestimava; essa pessoa sou eu.
Enfim, não é a minha reflexão sobre mim mesmo que importa, e sim a ambiência, a hora, a sensação que me proporcionava, e principalmente: o lugar.
O lugar era o meu quintal, não mais que uns 2 metros e meio para uns 3 metros; suficiente para uma cadeira né; suficiente para ficar horas olhando para as estrelas; suficiente para simplesmente ficar lá e não pensar nada; ou o contrário: pensar em tudo.
Só o fato de ficar sozinho, o fato de olhar para o norte, o fato de não-pensar pensando, me deixa tão mais calmo para enfrentar qualquer dificuldade.
E por mim, dobrar-me para mim, sempre é saudável.
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